segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tempo de Medicina, 1/11/2010





Francisco Rolo põe ênfase na defesa da qualidade do exercício médico

«É preciso uma mudança de rumo»

O urologista Francisco Rolo candidata-se à presidência do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos (OM) porque considera que este órgão e a respectiva Secção regional precisam de «mudança de rumo» e que a OM deve readquirir o seu prestígio através da qualidade do exercício médico.
«Tempo Medicina» — O Conselho Regional do Centro da OM e a respectiva Secção precisam de um novo rumo?
Francisco Rolo — A candidatura surge no seguimento de um projecto apresentado nas últimas eleições e que, na altura, não conseguimos levar por diante. Consideramos que é preciso uma mudança de rumo, o que implica a mudança de líderes, de forma de pensar e de trabalhar. Nos últimos anos, as pessoas dentro da Ordem dos Médicos passaram muito tempo em conflito e a discutir questões internas, esquecendo promessas eleitorais que nunca vimos discutidas ou resolvidas.
«TM» — Propõe, então, uma actuação mais virada para a defesa da qualidade?
FR — É o que está nos nossos estatutos: a defesa da qualidade da profissão médica — que é, ao fim e ao cabo, a defesa dos doentes —, defesa que só se pode exercer interpares. Se não houver política de defesa da qualidade e preocupação da melhoria contínua, não conseguimos avançar na qualidade de Saúde do País, nem na eficiência ou na diminuição dos custos.
«TM» — Entende que esta preocupação tem estado em segundo plano?
FR — Este debate tem andado muito esquecido. Continuamos sem instrumentos e regulamentos capazes de aferir a qualidade dos serviços e a qualidade do trabalho médico. O prestígio da Ordem assenta, em primeiro lugar, na qualidade do acto médico de cada um, que vai depois constituir o prestígio da profissão. E a Ordem tem de ser o garante da qualidade, com as suas regras deontológicas, com normas e regulamentação que levam a uma qualidade cada vez maior no exercício da Medicina.
«TM» — O que destaca dos objectivos da sua candidatura?
FR — Dentro dos 10 pontos que resumem a nossa candidatura, o que mais nos preocupa é assegurar que a actualização e valorização profissional sejam incluídas nas condições contratuais dos médicos, porque isso é estar a valorizar quem mais se esforçou. Quem é melhor tem de ser reconhecido pelos seus pares e pelas entidades que nos dão trabalho, têm de ser líderes de serviços e das direcções. São as carreiras médicas, que se foram degradando, que neste momento estão em reestruturação e que são fundamentais até para que o ensino se faça com qualidade, já que os médicos têm duas importantes tarefas: curar doentes e ensinar. E hoje em dia o ensino é diferente do que era há 10 ou 15 anos, ensina-se sobretudo método, saber estar, saber fazer, valores e relações humanas, disciplina e trabalho em equipa.
«TM» — A defesa das carreiras médicas é essencial?
FR — É um assunto fulcral, estou convencido de que sem elas dificilmente conseguimos levar para a frente os restantes pontos do programa. Mas há outras questões importantes que têm a ver com a agilidade que se pode introduzir nos órgãos da Ordem — que entendemos que não passa apenas pela mudança de estatutos —, ou com o funcionamento dos colégios de especialidade, cujo trabalho nem sempre é tido em conta e que julgamos ser necessário colocar no centro das decisões, como garante da qualidade técnico-científica na Ordem dos Médicos. Outro dos pontos tem a ver com o ajuste das vagas de ingresso nas faculdades de Medicina, e nas diversas especialidades, às reais necessidades do país.
«TM» — Que projectos tem a sua candidatura para a área da solidariedade?
FR — Sabemos que há médicos em dificuldades e que é importante apoiá-los, na saúde, na reintegração ou financeiramente. Pretendemos ainda avaliar a situação do projecto das listas anteriores de criação de uma Aldeia do Médico, que inclui área de apoio social e administrativa. Consideramos que, no actual momento, isso deverá ser extremamente difícil de concretizar, mas, entretanto, queremos ajudar as pessoas em suas casas, acompanhá-las no hospital, ajudá-las sob o ponto de vista económico se for necessário.
«TM» — Como comenta os cortes no orçamento para a Saúde?
FR — Há menos 1300 milhões de euros no orçamento para a Saúde, o que, junto com a dívida acumulada das várias EPE, vai implicar situações complicadas. Não sei com que repercussão para a Saúde em Portugal. Provavelmente muitas reestruturações terão de ser feitas para corrigir tudo aquilo que sejam ineficiências e desperdícios.
«TM» — A candidatura a que preside apoia algum candidato a bastonário?
FR — Iremos trabalhar com o bastonário que os médicos elegerem. A nossa candidatura não apoia qualquer candidato a bastonário, mas dentro dela as pessoas são livres de apoiar quem entenderem. Queremos uma candidatura independente, que os médicos escolham o bastonário e o Conselho Regional que entendam escolher, sem estar a pensar se um gosta mais ou menos do outro.

Alice Oliveira

…CAIXA…

Fusão dos hospitais de Coimbra «pode trazer grandes benefícios»

«Tempo Medicina» — Como vê a criação do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra?
Francisco Rolo — A fusão dos três hospitais [Hospitais da Universidade de Coimbra, Centro Hospitalar de Coimbra e Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra] pode trazer grandes benefícios em termos de saúde e na afirmação da excelência e protagonismo de Coimbra, assim a mudança se faça com os actores devidos, respeitando a organização da profissão médica, a qualidade da Medicina e a satisfação das necessidades do doente. Quem liderar o processo não deve ter projectos de poder pessoal mas saber até onde pode ir na gestão eficiente de recursos, sem colocar em causa a qualidade do serviço ao doente. Há ainda que trabalhar na melhoria dos hospitais que estão à volta de Coimbra, para que dêem respostas localmente. Por fim, temos de ter em conta que esta fusão demorará três a quatro anos e que a poupança será muito pouco significativa no próximo ano.

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«Médicos esquecem-se de que a Ordem somos todos nós»

Tempo Medicina — Considera que muitos médicos se têm afastado da Ordem?
Francisco Rolo — Um dos nossos objectivos é promover a participação de todos os médicos nas decisões da Ordem. Muitas vezes, os médicos esquecem-se de que a Ordem somos todos nós e queremos criar uma dinâmica que envolva todos, que influencie as pessoas a pensar que são parte activa. Temos de pensar no que é que podemos fazer pela Ordem e não apenas no que a Ordem pode fazer por nós.
«TM» — Qual o sistema de notificação de erro que defendem?
FR — Pretendemos incentivar a criação de um sistema de notificação de erro em Medicina, que tem a ver com a regulação da qualidade. A Ordem deve auditar os serviços para ver se existe a cultura da identificação do erro, não para disciplinar ou arranjar culpados, mas para perceber porque aconteceu e corrigi-lo. Se não for a Ordem a criar este sistema, e a fazê-lo interpares, há-de vir uma entidade reguladora da Saúde ou uma agência de inspecção da Saúde para o fazer, deixando de lado uma multiplicidade de factores relevantes (do lado do médico e do doente).
«TM» — Como perspectiva um excesso de médicos?
FR — Temos 1600 médicos a sair todos os anos. O problema dos médicos em excesso é muito grave porque precisam sempre de ter uma especialização e temos de ter vagas e capacidade formativa para a fazer, caso contrário vamos ter pessoas licenciadas em Medicina que nem sequer vão ter permissão para ser médicos. É necessário fazer um levantamento das necessidades, calcular o número de médicos que saem anualmente das faculdades e preparar, com tempo e qualidade, locais onde possam fazer a sua diferenciação. Neste momento existe uma carência de especialistas em Medicina Geral e Familiar, fruto também do aumento da acessibilidade ao Serviço Nacional de Saúde, mas julgo que o problema estará resolvido dentro de três anos.
«TM» — Querem recentrar o papel da Ordem nas decisões relacionadas com o ensino pós-gradado?
FR — O ensino pós-graduado da Medicina sempre esteve entregue ao médico e à Indústria Farmacêutica [IF], no entanto, os cortes que a IF tem sofrido com a redução do preço de medicamentos ou com a política dos genéricos motivou grandes restrições à formação pós-graduada. Por outro lado, temos hoje acesso rápido e eficaz a informação sobre produtos através da internet, sem necessidade dos delegados de informação médica. A ideia que temos é que a IF deixará, a pouco e pouco, de patrocinar grande parte da formação pós-graduada. Terão de ser os médicos a custeá-la e é preciso que a Ordem verifique se a formação está a ser feita, que a avalie e credite os eventos científicos. Teremos de garantir que os médicos se actualizam e discriminar positivamente os médicos que fazem mais formação ao longo da carreira.

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«A Ordem somos todos»

O candidato a presidente do Conselho Regional do Centro, Francisco Rolo, é urologista e dirige a Área de Gestão Integrada (AGI) dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). Tem como mandatário regional Américo Figueiredo, director do Serviço de Dermatologia do mesmo hospital, e como delegado da candidatura regional Duarte Nuno Vieira, presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal. Joaquim Murta, candidato a presidente da mesa da Assembleia Regional, José Manuel Nascimento Costa, candidato a presidente do Conselho Fiscal, e Frederico Valido, candidato a presidir ao Conselho Disciplinar, são alguns dos médicos que integram a lista de Francisco Rolo.
A lista «A Ordem somos todos» inclui ainda candidatos à Secção Distrital da Ordem. Luís Filipe Silva, otorrinolaringologista do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC), candidata-se à liderança do Conselho Distrital de Coimbra, tendo como mandatário distrital Alberto Seabra, do Hospital da Figueira da Foz, e como delegado da lista João Eloi de Moura, do CHC. Filipe Caseiro Alves é candidato à mesa da Assembleia Distrital.

TEMPO MEDICINA 1.º CADERNO de 2010.11.01

domingo, 24 de outubro de 2010

Notícia Tempo de Medicina 25/10/2010



Candidatura de Francisco Rolo ao CRC defende uma OM mais interventiva



«A Ordem tem de recuperar o poder»

Francisco Rolo, urologista dos HUC, apresentou no passado dia 20 os objectivos da sua candidatura ao Conselho Regional do Centro (CRC) da Ordem dos Médicos (OM), assente numa perspectiva de mudança.
«A Ordem não se tem constituído nos últimos anos como poder», tendo perdido a «capacidade de influenciar» decisões e medidas em saúde, na defesa dos médicos e dos doentes, declarou Francisco Rolo, candidato a presidente do Conselho Regional do Centro (CRC) da Ordem dos Médicos. Numa conferência de Imprensa (que teve lugar no passado dia 20, na Ordem dos Médicos, em Coimbra) em que apresentou os 10 pontos essenciais da sua candidatura, o urologista dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), considerou que a Ordem «tem perdido prestígio» e defendeu uma «mudança na forma de trabalhar», com uma atitude mais pró-activa e posições bem definidas.
«Não passa pela cabeça de ninguém que andem os deputados na Assembleia da República a discutir se prescrevemos azul ou vermelho. É possível reconquistar esse poder. Se não nos mostrarmos pró-activos, nomeadamente nos sistemas de monitorização e de controlo da qualidade, vai-nos ser retirado espaço de actuação», declarou, lembrando o que os estatutos da OM dizem sobre estas matérias.
Sob o lema «A Ordem somos todos», a candidatura pretende chamar «todos aqueles que têm estado afastados» da OM, apelando à participação global dos médicos nas suas decisões mais importantes, conforme sublinhou Américo Figueiredo, dermatologista dos HUC e mandatário regional, lembrando que «só cerca de 40% dos inscritos votam habitualmente».
Defender a necessidade de uma qualificação profissional médica para a prática de todo e qualquer acto médico, assegurar que a actualização e a valorização profissional são incluídas nas condições contratuais dos médicos, contribuir para o ajustamento do número de vagas de ingresso nas faculdades e nas diversas especialidades às reais necessidades do País e incentivar a criação de um sistema de notificação de erro em Medicina são alguns dos objectivos a que a candidatura liderada por Francisco Rolo se propõe para os três anos de mandato.

Fusão de hospitais

Luís Filipe Silva, que se candidata a presidente do conselho distrital de Coimbra, sublinhou o facto de a lista ter um grande número de médicos jovens ou que nunca tinham estado envolvidos em estruturas da Ordem, conscientes de que é preciso mudanças para enfrentar este «período crítico». Referindo-se à anunciada fusão dos três hospitais de Coimbra — HUC, Centro Hospitalar de Coimbra (CHC) e Centro Hospitalar Psiquiátrico —, o otorrinolaringologista do CHC admitiu que «os médicos estão inquietos» e considerou fundamental a participação dos profissionais no processo de incorporação das unidades num megacentro hospitalar.
A propósito desta e de outras medidas de redução de custos na Saúde, Francisco Rolo considerou que «podem não produzir qualquer efeito, se não forem bem estudadas». De qualquer forma, entende que esta decisão pode constituir uma oportunidade para Coimbra se afirmar como um centro de excelência em Saúde».
Joaquim Murta, candidato a presidente da mesa da assembleia regional, José Manuel Nascimento Costa, candidato a presidente do conselho fiscal, e Frederico Valido, candidato a presidir ao conselho disciplinar, são alguns dos médicos que integram a lista de Francisco Rolo, que tem Duarte Nuno Vieira como delegado regional da candidatura. A lista «A Ordem somos todos» não apoia nenhum candidato a bastonário. «Trabalharemos com aquele que os médicos elegerem», disse Francisco Rolo.



Boas práticas reduzem custos

Os médicos e a Ordem têm um peso importante na redução dos custos, algo que, no entender de Francisco Rolo, os decisores políticos esquecem muitas vezes. «Conseguimos diminuir custos na Saúde através de boas práticas médicas e é aí que a OM tem um papel fundamental, cabendo-lhe criar os meios necessários de controlo da qualidade da Medicina», declarou.
De acordo com o candidato ao CRC da OM, a prescrição de medicamentos e de meios auxiliares de diagnóstico — que, sendo elevada, é atribuída a uma necessidade de o médico se defender do erro — é, muitas vezes, influenciada pela organização do trabalho, os recursos humanos do serviço e o tempo que o médico tem para dedicar a cada doente.
No que se refere à recentemente aprovada prescrição por DCI, Francisco Rolo notou que «cerca de 60% dos médicos» não trancam as receitas, ou seja, «já autorizam a substituição do medicamento». No seu entender, «a prescrição por princípio activo não vai baixar a despesa», já que os gastos elevados surgem com o consumo de medicamentos novos, ainda protegidos pela patente. «Se querem poupar dinheiro têm de fazer um estudo e uma lista dos 10 ou 20 culpados que fazem disparar os gastos com medicamentos. É aí que têm de actuar», acrescentou.
O candidato alertou também para os riscos que esta nova legislação vai acarretar para a saúde pública, em especial quando estiverem em causa medicamentos de doentes crónicos: «Pessoas normalmente idosas, que tomam já outros medicamentos e que agora vão estar sujeitas ao comércio farmacêutico, num mês vão buscar um comprimido azul e no mês seguinte já é vermelho ou triangular.»
O mandatário regional da candidatura, Américo Figueiredo, recordou que mesmo «os genéricos não são todos iguais entre si» e que «a mudança de um para outro altera a expectativa terapêutica». Ou seja, «o doente que comece a tomar um genérico deve tomá-lo até ao fim» e não estar a mudar consoante o que lhe oferecerem na farmácia.

TEMPO MEDICINA 1.º CADERNO de 2010.10.25

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Notícia Diário das Beiras 20/10/2010

Por uma Ordem dos Médicos livre de interesses partidários


Iniciar uma nova era e um novo paradigma na estrutura da Ordem dos Médicos (OM) é um dos propósitos da lista liderada por Francisco Rolo, candidato à Secção Regional do Centro. É essa, pelo menos, a vontade do urologista – e da equipa que o acompanha nesse desígnio.
“A OM está sem força, sem prestígio, sem estratégias claras e com problemas que se vão perpetuando sem solução à vista. São necessárias ações urgentes porque delas depende o prestígio da medicina e o futuro da Ordem dos Médicos”, advertiu o candidato, ontem, durante a apresentação das linhas programáticas da sua candidatura.
Acompanhado pelo mandatário regional – o dermatologista Américo Figueiredo –, e pelo candidato à presidência do Conselho Distrital de Coimbra – o otorrinolaringologista Luís Filipe Silva –, Francisco Rolo garantiu que, caso venha a ser eleito, vai lutar pela promulgação urgente do diploma que estabelece os graus de desenvolvimento profissional o qual virá substituir o das antigas carreiras médicas. Uma medida que vem no seguimento de um objetivo primordial: fazer com que a OM possua meios indispensáveis para avaliar e monitorizar as necessidades de médicos e contribuir para uma planificação do ensino médico “livre das influências e interesses político partidários”.
A candidatura à Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, sob o lema “A Ordem somos Todos”, “é o culminar de um longo debate entre colegas que, desde há cerca de um ano, vêm discutindo os problemas que afetam a classe médica e que, “por inerência prejudicam o fim último da Ordem: o de prestar saúde com qualidade e, com isso, garantir a todos melhor saúde no sentido mais amplo da palavra”. A OM quer, desta forma, participar na discussão das grandes opções da tutela, como o recente exemplo da fusão dos hospitais de Coimbra ou a criação de uma Faculdade de Medicina em Aveiro.
“Defender a necessidade de uma qualificação profissional médica, para a prática de todo e qualquer ato médico; incentivar a criação de um Sistema de Notificação de Erro em Medicina ou assegurar que a atualização e valorização profissional sejam incluídas nas condições contratuais dos médicos são alguns dos objetivos (entre 10) que a lista se propõe alcançar nos próximos três anos, caso vença as eleições.
Integram ainda a lista Joaquim Murta (presidente da mesa da assembleia), Nascimento Costa (conselho fiscal regional) e Frederico Valido (conselho disciplinar regional). Caseiro Alves preside à mesa da assembleia distrital de Coimbra.

Notícia Diário de Coimbra 20/10/2010


“Ordem dos Médicos
tem de recuperar
o seu poder”



"A Ordem somos todos” é o lema da candidatura liderada pelo urologista dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) à Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos. Convocando os membros que têm andado afastados ou já não se revêem na Ordem, é uma candidatura de mudança, que defende uma maior pró-actividade e posições firmes na defesa de médicos e doentes, sublinhou ontem o cabeça-de-lista Francisco Rolo.
O candidato a presidente do Conselho Regional do Centro elegeu, de entre os 10 objectivos apresentados para o mandado de três anos, a defesa das carreiras médicas - já definidas mas a aguardar aprovação de grelha salarial com o ministério das Finanças -, da diferenciação técnico-profissional dos médicos e do respectivo reconhecimento.
Na conferência de imprensa realizada ontem no Clube Médico, Francisco Rolo considerou que «a Ordem não se tem constituído nos últimos anos como poder», tendo perdido a capacidade de influenciar decisões e medidas em saúde. «Não passa pela cabeça de ninguém que andem os deputados na Assembleia da República a discutir se prescrevemos azul ou vermelho. É possível reconquistar esse poder. Se não nos mostrarmos pró-activos, nomeadamente nos sistemas de monitorização e de controlo da qualidade, vai-nos ser retirado espaço de actuação», declarou, lembrando os estatutos da Ordem sobre estas matérias.
Américo Figueiredo, mandatário regional da candidatura, concordou que «a Ordem se tem demitido das suas principais funções nos últimos anos» e que carece de «uma tomada de posições nítidas na defesa de médicos e doentes». «É preciso mudar a forma de trabalhar e isso não passa apenas pela mudança de estatutos, mas pela agilidade que se pode introduzir nos órgãos da Ordem e pela capacidade das pessoas que lá trabalham», acrescentou Francisco Rolo.
Luís Filipe Silva, que se candidata a presidente do Conselho Distrital de Coimbra, sublinhou o facto da lista ter um grande número de médicos jovens, conscientes de que é preciso mudanças para enfrentar este «período crítico».

Mais liderança
Recentrar o papel da Ordem nas decisões sobre o ensino pós-graduado e o exercício da Medicina, contribuir para ajustar o número de vagas de ingresso nas faculdades e nas especialidades às reais necessidades do país e incentivar a criação de um sistema de notificação do erro em Medicina são objectivos que a candidatura espera ver alcançados com «mais liderança e maior influência da Ordem».
Joaquim Murta, candidato presidente da Mesa da Assembleia Regional, José Manuel Nascimento Costa, candidato a presidente do Conselho Fiscal, e Frederico Valido, candidato a presidir o Conselho Disciplinar, são alguns dos médicos que integram a lista de Francisco Rolo, que tem Duarte Nuno Vieira como delegado regional da candidatura. No que se refere aos órgãos distritais, Luís Filipe Silva, conta com Filipe Caseiro Alves para a Mesa da Assembleia, tem Alberto Seabra como mandatário distrital e João Eloi Moura como delegado da lista.
As eleições na Ordem dos Médicos estão marcadas para dia 15 de Dezembro. Fernando Gomes, neurocirurgião dos HUC, lidera a outra candidatura à Secção Regional do Centro, e José Manuel Silva, antigo presidente do Conselho Regional da Ordem, é candidato a bastonário.
A lista “A Ordem somos todos” resolveu não apoiar nenhum candidato a bastonário. «Trabalharemos com aquele que os médicos elegerem», disse Francisco Rolo.

Fusão dos hospitais
vista como “oportunidade”
A candidatura de Francisco Rolo vê a fusão dos três hospitais de Coimbra – HUC, Centro Hospitalar de Coimbra e Centro Hospitalar Psiquiátrico – como oportunidade de criar um pólo de excelência de saúde, aproveitando as mais-valias já existentes de serviços e especialistas de referência nacional, de eficiência e qualidade reconhecidas, de um pólo importante de ensino e investigação na área das ciências da saúde, a sede do Instituto de Medicina Legal e um novo Hospital Pediátrico.
Já no que se refere à poupança, Rolo entende que serão necessários anos até se verificar e que dependerá do aproveitamento da capacidade instalada. «A própria ministra reconhece que são precisos estudos e acredita que o processo vai ser pacífico, mas isso já vai depender da liderança e da oportunidade de participação que será dada aos profissionais».

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Lista de Apoiantes

LISTA DE APOIANTES

Abílio Oliveira

Adelina Sampaio Nunes Ferreira

Agostinho Almeida Santos

Alberto Seabra

Américo Figueiredo

Ana Maria Moreno

Antonino Barros

António Filipe Carvalho Requixa

António Gonçalves Freire

António Jorge

António Manuel Ferreira Roseiro

António Patrício

António Reis Marques

Augusto Vieira

Arnaldo José Castro Figueiredo

Augusta Mota

Beatriz de Jesus Ganze de Campos

Belmiro Ataíde Costa Parada

Branca Isabel Pires Pereira

Camilo Leite

Carlos Alberto Bastos Ferreira

Carlos Alberto Nobre Santos

Carlos Andrade

Carlos Ataíde

Carlos Bento

Carlos Cortes

Carlos Maia Teixeira

Carlos Maia

Carlos Mendonça

Carlos Requicha

Carlos Robalo Cordeiro

Cesário Andrade Silva

Constança Tipping Miranda

Cristina Cordeiro

Cristina Frutuoso

Cristina Oliveira

David José Simões Castelo

Dias Costa

Dinis Martins Calado

Duarte Nuno Vieira

Dulce Diogo

Eduardo Dias Correia Teles Morgado

Eduardo Rabadão

Elsa Machado

Elisabete Requicha

Fátima Branco

Fernando Fonseca

Fernando José Gordinho Rocha Maio Macário

Fernando José Oliveira

Fernando Martins

Fernando Pereira

Filipe Caseiro Alves

Francisco Allen Gomes

Francisco Carrilho

Francisco Matos

Frederico Teixeira Gabriel Furriel

Frederico Valido

Giselda Carvalho

Graça Ribeiro

Graça Santos

Guilherme Tralhão

Hamilton Neves Batista

Henrique Igreja Dinis

Henrique Vieira Gomes

Horácio Firmino

Inês Nunes Vicente

Ilda Murta

Isabel Antunes

J A Madail Ratola

João Cabral

João Carlos Ribeiro

João Manuel Paiva Pimentel

João Paulo Almeida e Sousa

Joaquim Cabeças

Joaquim Cerejeira

Joaquim Dionísio Margarido Duarte

Joaquim Murta

Jorge Almeida e Sousa

Jorge Manuel Pratas e Sousa

Jorge Martins

Jorge Saraiva

Jorge Tomaz

José Alexandre Sousa Duarte

José Barros

José Carlos Oliveira Simões

José Eduardo Abreu Serra

José Eduardo de Almeida Corte Real

José Magalhães Freitas

José Manuel Tereso

Liana Negrão

Lília Martins

Lilian Carla Nunes Campos

Lorenzo Serra Oliveira Marconi

Luís Carlos Assunção Ferreira

Luís Carlos Januário

Luís Filipe Matos Campos

Luís Pedro Gomes Trindade

Luís Santos Silva

Margarida Bastos

Margarida Figueiredo Dias

Margarida Gonçalo

Margarida Robalo Cordeiro

Maria da Conceição Duarte Coelho da Cunha Martins

Mário Alberto Nunes Campos

Mário Loureiro

Mário Rui

Maximo Colon

Meliço Silvestre

Moura Pereira

Nascimento Costa

Nogueira Martins

Nuno Afonso Gomes Costa Maia

Olga Pedroso

Orlando Marques

Paula Alves

Paulo Temido

Pedro José Cotovio Eufrásio Antunes

Pedro Miguel Correia Simões

Pedro Neto Santos Barros Moreira

Pedro Samuel Dias

Pedro Tiago Coelho Nunes

Pedroso Lima

Ricardo Filipe Branquinho Patrão

Roque Loureiro

Rosa Ramalho

Rui Castela

Rui Nogueira

Rui Rodrigues Batista

Saul Almeida

Silva Marques

Sílvio Ricardo Santos Bollini

Teresa Sousa Fernandes

Teresa Tomé

Tiago Carreira

Valentina Costa de Almeida

Vítor Campos

Vítor Manuel Jorge Duque

Vítor Manuel Nunes Dias

Vitor Rolo

Xavier Araújo

Zulmira Santos

terça-feira, 15 de junho de 2010

Jantar de apresentação da Candidatura

Convidamos todos os colegas a estar presentes no Jantar de Apresentação da Candidatura, no próximo dia 22 de Junho de 2010 (3ª feira), pelas 20h, no Hotel D.Inês, em Coimbra.

Apresentação

“A Ordem Somos Todos”
Candidatura à Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos – 2010

Porque é necessário reflectir sobre a saúde e sobre uma nova arquitectura do sistema de saúde no nosso país.

Porque é necessário reinventar o SNS e o papel dos médicos como intervenientes fundamentais na sua reestruturação e na procura de soluções para a sua sustentabilidade.

Porque é necessário modernizar a gestão em saúde tendo em conta que a eficiência só é possível com uma gestão em que os médicos estejam incluídos.

Porque é na boa gestão, na qualidade do acto médico e na responsabilidade individual que reside o potencial para uma profunda mudança mantendo como base do sistema de saúde um SNS eficiente e sustentável.

Porque a OM é o local onde deve ser feita esta reflexão, onde devem ser debatidos os problemas que diariamente colocam em conflito produção e qualidade criando condições de trabalho que propiciam situações onde o risco do erro é iminente.

Porque o futuro dos novos médicos depende não só da reformulação das carreiras médicas mas também de uma política de gestão da qualidade nas unidades de saúde e de certificação de competências profissionais que contribuam para a sua livre circulação entre instituições públicas ou privadas.

Porque são necessárias estratégias para dignificar a profissão e prestigiar a OM.

Porque na OM tem que nascer uma onda que influencie comportamentos para uma medicina baseada nas boas práticas e na ética.

Porque a “Ordem Somos Todos”.

Junta-te a nós para um debate sobre os médicos e o sistema nacional de saúde.

Francisco Rolo