Candidatura liderada por Francisco Rolo à Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos - 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Notícia Diário de Coimbra 20/10/2010
“Ordem dos Médicos
tem de recuperar
o seu poder”
"A Ordem somos todos” é o lema da candidatura liderada pelo urologista dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) à Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos. Convocando os membros que têm andado afastados ou já não se revêem na Ordem, é uma candidatura de mudança, que defende uma maior pró-actividade e posições firmes na defesa de médicos e doentes, sublinhou ontem o cabeça-de-lista Francisco Rolo.
O candidato a presidente do Conselho Regional do Centro elegeu, de entre os 10 objectivos apresentados para o mandado de três anos, a defesa das carreiras médicas - já definidas mas a aguardar aprovação de grelha salarial com o ministério das Finanças -, da diferenciação técnico-profissional dos médicos e do respectivo reconhecimento.
Na conferência de imprensa realizada ontem no Clube Médico, Francisco Rolo considerou que «a Ordem não se tem constituído nos últimos anos como poder», tendo perdido a capacidade de influenciar decisões e medidas em saúde. «Não passa pela cabeça de ninguém que andem os deputados na Assembleia da República a discutir se prescrevemos azul ou vermelho. É possível reconquistar esse poder. Se não nos mostrarmos pró-activos, nomeadamente nos sistemas de monitorização e de controlo da qualidade, vai-nos ser retirado espaço de actuação», declarou, lembrando os estatutos da Ordem sobre estas matérias.
Américo Figueiredo, mandatário regional da candidatura, concordou que «a Ordem se tem demitido das suas principais funções nos últimos anos» e que carece de «uma tomada de posições nítidas na defesa de médicos e doentes». «É preciso mudar a forma de trabalhar e isso não passa apenas pela mudança de estatutos, mas pela agilidade que se pode introduzir nos órgãos da Ordem e pela capacidade das pessoas que lá trabalham», acrescentou Francisco Rolo.
Luís Filipe Silva, que se candidata a presidente do Conselho Distrital de Coimbra, sublinhou o facto da lista ter um grande número de médicos jovens, conscientes de que é preciso mudanças para enfrentar este «período crítico».
Mais liderança
Recentrar o papel da Ordem nas decisões sobre o ensino pós-graduado e o exercício da Medicina, contribuir para ajustar o número de vagas de ingresso nas faculdades e nas especialidades às reais necessidades do país e incentivar a criação de um sistema de notificação do erro em Medicina são objectivos que a candidatura espera ver alcançados com «mais liderança e maior influência da Ordem».
Joaquim Murta, candidato presidente da Mesa da Assembleia Regional, José Manuel Nascimento Costa, candidato a presidente do Conselho Fiscal, e Frederico Valido, candidato a presidir o Conselho Disciplinar, são alguns dos médicos que integram a lista de Francisco Rolo, que tem Duarte Nuno Vieira como delegado regional da candidatura. No que se refere aos órgãos distritais, Luís Filipe Silva, conta com Filipe Caseiro Alves para a Mesa da Assembleia, tem Alberto Seabra como mandatário distrital e João Eloi Moura como delegado da lista.
As eleições na Ordem dos Médicos estão marcadas para dia 15 de Dezembro. Fernando Gomes, neurocirurgião dos HUC, lidera a outra candidatura à Secção Regional do Centro, e José Manuel Silva, antigo presidente do Conselho Regional da Ordem, é candidato a bastonário.
A lista “A Ordem somos todos” resolveu não apoiar nenhum candidato a bastonário. «Trabalharemos com aquele que os médicos elegerem», disse Francisco Rolo.
Fusão dos hospitais
vista como “oportunidade”
A candidatura de Francisco Rolo vê a fusão dos três hospitais de Coimbra – HUC, Centro Hospitalar de Coimbra e Centro Hospitalar Psiquiátrico – como oportunidade de criar um pólo de excelência de saúde, aproveitando as mais-valias já existentes de serviços e especialistas de referência nacional, de eficiência e qualidade reconhecidas, de um pólo importante de ensino e investigação na área das ciências da saúde, a sede do Instituto de Medicina Legal e um novo Hospital Pediátrico.
Já no que se refere à poupança, Rolo entende que serão necessários anos até se verificar e que dependerá do aproveitamento da capacidade instalada. «A própria ministra reconhece que são precisos estudos e acredita que o processo vai ser pacífico, mas isso já vai depender da liderança e da oportunidade de participação que será dada aos profissionais».
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário